Um coletivo / PÚBLICO

Xerazade e as outras

Arts PT ↓ 38 episódios

Um podcast performativo com textos de mulheres do séc. XX. Um podcast performativo com textos de mulheres do séc. XX.

Autor

Um coletivo / PÚBLICO

Categoria

Arts

Site do podcast

www.publico.pt

Último episódio

19 de dez de 2025

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Episódios

Mil e Uma Noites: quem reparou que os meus olhos falavam de solidão e de dor? 19.12.2025

Em Estremoz, lemos cadernos, cartas e manuscritos que permanecem em arquivos informais. Mas também livros e jornais. Textos que, apesar da sua formalidade, parecem quase todos escritos à margem da literatura oficial e agora são trazidos para o espaço público, para serem lidos, debatidos e pensados em conjunto. São duplamente marginais por serem de mulheres...

Mil e Uma Noites: Abstracto Triste 12.12.2025

Cucha Carvalheiro é uma das actrizes cuja voz nos pega na mão e leva de viagem. Nela, moram muitas personagens, muitas vidas, muitas frases, algumas canções, sorrisos, risos. A actriz é morada de mentiras importantes e da possibilidade de nos abstrairmos da mentira para mergulhar: na alegria, na paz, no luto, nas lutas, na tristeza. Hoje, mergulhamos na tristeza...

Mil e Uma Noites: Nadámos em Rios de Prata 05.12.2025

A partir da pesquisa feita em Lagoa, a convite da Bóia - associação cultural, nadámos num rio de prata imprevisto. Um rio que levou muitas mulheres a outros lugares, mulheres-escola, mulheres-viagem, mulheres-sonho, mulheres-conserveiras, mulheres-anedotas, mulheres-mulheres-mulheres-mulheres. Muitas nos falaram da observação da pobreza ou da riqueza nos c...

De volta para casa 28.11.2025

A casa, o lugar a que tantas mulheres pertencem, por obrigação, necessidade, convicção, fuga. Estar DE VOLTA PARA CASA será, eventualmente, habitá-la de uma outra forma. Trocar cozinhas por escritórios, encontrar um lugar da mulher só, só da mulher, onde ela possa sossegar de cuidar dos outros e evadir-se corpo adentro. Se tantas de n&...

Elvas, meu coração raiano 21.11.2025

Elvas é um casulo no Alto Alentejo. Do seu coração muralhado, cresceram e nasceram mulheres revolucionárias, fortes e marcantes. Cresceram outras tantas. Falamos de Adelaide Cabette, de Virgínia Guerra Quaresma, Maria Olga Moraes Sarmento, entre outras. Mulheres que na viragem de século, viraram mentalidades e vidas para que outras, como nós, que vi...

Estórias de tempos que já lá vão 19.11.2025

Elizabeth Pinard e Cátia Terrinca dão voz a ESTÓRIAS DE TEMPOS QUE JÁ LÁ VÃO, uma sessão de pesquisa que foi gravada ao vivo no Jornal Público e que convoca textos de autoras que nos permitem sentir a passagem do tempo - ou perguntar-nos como é que ele passa. Se é cíclico, se é linear, se é anda para tr&aacu...

Crónicas Autobiográficas 19.11.2025

Crónicas autobiográficas é o título da sessão que propõe uma viagem a bordo da sensibilidade de mulheres escritoras como Maria Lamas, Maria Archer, Fernanda de Castro, Natércia Freire e Maria Velho da Costa, que foram pioneiras na forma como se serviram da crónica como espaço de desenvolvimento do pensamento e ativismo regular e p&uacu...

Da Macilenta Paz à Embriaguês Noturna (parte 2) 01.11.2025

Na Figueira da Foz, passámos duas semanas a ouvir estórias de mulheres. Em muitas delas, parecia existir uma noite longa. De noite, deitados os filhos e esquecida a labuta, mergulhavam alma adentro para encontrar versos, palavras, poemas. Assim, compusemos esta sessão longa como as noites, dividida em dois episódios, com poemas entrelaçados através das voz...

Da Macilenta Paz à Embriaguês Noturna (parte 1) 31.10.2025

Na Figueira da Foz, passámos duas semanas a ouvir estórias de mulheres. Em muitas delas, parecia existir uma noite longa. De noite, deitados os filhos e esquecida a labuta, mergulhavam alma adentro para encontrar versos, palavras, poemas. Assim, compusemos esta sessão longa como as noites, dividida em dois episódios, com poemas entrelaçados através das voz...

Deuses e Famílias 30.10.2025

Quem nunca procurou deuses que atire a primeira pedra. Com as vozes de Cátia Terrinca e de Elsa Braga, esta sessão perscruta caminhos por onde andaram mulheres a pensar sobre a relação com o divino. Orações, rezas, poemas, preces. Caminhos que foram trilhados popular e eruditamente. Caminhos que, no fundo, são pertença e signo da humanidade,...

As mãos cheias de pedras 29.10.2025

Eduarda Dionísio escreveu-nos um dia sobre pedras. Não sabemos se são preciosas, se são da calçada, se são rochedos, se cabem na palma de uma mão. Sabemos que muitas mulheres caminham com as mãos cheias de pedras, de punhos fechados. Desconfiadas de um mundo onde muitas vezes não se abriu espaço para ser, nem para escrever, nem...

Linha e Sentido 28.10.2025

Escrevemos esta sessão a partir de Portalegre, cidade onde um dia centenas de tecedeiras lançaram as mãos aos teares e, por entre os fios, foram vivendo. Na Manufatura das Tapeçarias de Portalegre, foram muitos os artistas plásticos que tiveram a felicidade de ver as suas obras transformada em tapeçarias. Foram sempre mulheres alqu...

No balouçar da Onça 26.09.2025

Em No Balouçar da Onça, Cátia Terrinca e Cheila Lima interpretam textos de autoria feminina do século XX atravessados por imaginários racistas e coloniais. Ao trazer à cena estas palavras, a sessão confronta-nos com um passado e presente, revelando como a literatura também reproduziu visões de poder e exclusão. Mais do que expor...

Séculos de Poesia Bordada no Feminino 19.09.2025

Nesta sessão, partimos da investigação de Sara Duarte Brandão sobre os lenços dos namorados — bordados que guardam palavras de afeto e desejo — para explorar a literatura têxtil criada por mulheres anónimas. Entre fios e letras, descobre-se uma escrita íntima que fala de amor, de espera e de pertença. Ao lado destes testemun...

Mar Adentro 17.09.2025

Em Mar Adentro, cruzam-se vozes de mulheres da Figueira da Foz em textos de origem oral e escrita, formais e informais. Histórias que evocam o mar como paisagem e horizonte, como sustento e sobrevivência, mas também como metáfora íntima: o corpo feito de água, memória e movimento. Entre narrativas do quotidiano e imagens poéticas, constr&oacut...

Parir e Partir 17.09.2025

Neste episódio de Xerazade e as Outras, Cátia Terrinca e Cátia Vieira são voz de textos literários de mulheres que escreveram sobre o corpo como lugar de criação e de conflito. Entre a maternidade, o parto e o aborto, escutamos narrativas íntimas e políticas que questionam o silêncio em torno da experiência feminina. As pal...

Da minha janela, vejo-me 04.09.2025

Construímos o princípio de uma cartografia feminina da Moita: conhecemos mulheres que por lá nasceram, outras que para lá foram jovens, outras ainda que trabalham na Moita há tantos anos que já se confundem com o território. Mulheres mais jovens, que saíram da Baixa da Banheira e do Vale da Amoreira para o mundo, mulheres que por lá vi...

Viagens Cósmicas 22.08.2025

Cátia Terrinca e Surma viajam a bordo de sonhos, literatura que é feita de estrelas e meteoros, ora brisa, ora granítica, que nos embala em sonoridades eletrónicas para distorcer e regressar ao dia-a-dia, à voz comum, ao corpo. Quase a fechar uma sessão em que a maior parte dos textos foram escritos por mulheres cujas identidades desconhecemos, um texto de...

Resistência e Revolução 15.08.2025

Não terá mudado tudo, nem negou a hipótese de ainda hoje haver quem acredite que as mulheres nasceram para a vida doméstica, mas o 25 de Abril mudou, em Portugal, a vida de muitas mulheres. Cátia Terrinca e Fernanda Neves dão voz a textos que pressentiram e desejaram a liberdade. Mulheres-vulcão. Mulheres-mar. Mulheres-rio. As palavras delas mudaram...

Amores Insulares 08.08.2025

A ilha como sonho, a ilha como prisão. O amor como sonho, o amor como prisão. Vanda R Rodrigues e Cátia Terrinca deambulam por textos que entre subtilezas procuram a hora da liberdade , conforme escreve Natividade Negreiros. As vozes são livres, mesmo que as palavras ainda não o sejam, ora cantam, ora dizem, trilhando interpretações sem certezas: as...

Metade mulher, metade sonho 01.08.2025

Nas vozes de Maria Gil e de Cátia Terrinca, rasga-se a possibilidade de que as mulheres se cumpram apenas enquanto sereias, objectos, cânticos mornos de encantamento para maridos. Ironia, grito, sufoco. Liberdade que ainda não o é, a não ser desejo. Entre os textos que se dizem, ouvimos também curtas estórias de vida de Custódia Carrilho e Olg...

Amores crepusculares 25.07.2025

Igrejas Caeiro, um dos radialistas mais importantes no Portugal do século XX, deixou como parte do seu espólio uma extensa biblioteca. Foi nessa biblioteca que encontrámos os livros das autoras que hoje damos a conhecer, numa sessão marcada pela ideia de amor - esse que será sempre um dos motivos da escrita e da existência, seja ele ou não româ...

Una, Dona, Tena 18.07.2025

Muitas mulheres escreveram para a infância, porque no fundo essa escrita representava também, ou apenas, uma extensão do espaço doméstico que lhes era permitido, socialmente, ocupar. Por isso, as prateleiras das secções infantis das bibliotecas estão cheias de livros de autoria feminina. Margarida Mestre e Cátia Terrinca fazem da voz fe...

Lengalengas, canções e rezas 11.07.2025

A sessão de hoje é uma brincadeira de vozes. Que se juntam, que se zangam, que cantam, que dança, que ziguezagueiam e que se cansam. Que descansam. Ana Lua Caiano e Cátia Terrinca fundem imaginação e tradição, num programa especialmente dedicado ao património oral.  See omnystudio.com/listener for privacy information.

Saia da cabeça de pedra 04.07.2025

Nas vozes de Andresa Olímpio e de Cátia Terrinca, viajamos rumo a Alcanena, território de onde nos contam sobre mulheres que carregavam água, atravessando a serra por vezes à noite. Falamos de coragem com a coragem de olhar para quotidianos que são invisíveis: ruas tristes onde se engole a pobreza em silêncio. Mas falamos também, subtil...

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