Pedro Schwarcz
Um Papo sobre Som
Curiosidades e análises sobre som feitas por um não músico. Eu sou Pedro Schwarcz, um completo louco. Produção: Baioque Conteúdo | Roteiro e apresentação: Pedro Schwarcz | Direção: Newman Costa | Edição: Felipe Caldo | Redes: Luiz Fujita e Tainah Medeiros | Arte: Juliana Barbosa
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Autor
Pedro Schwarcz
Categoria
Site do podcast
Último episódio
24 de jan de 2025
Onde ouvir?
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Episódios
#29 | Um papo com Arrigo Barnabé 24.01.2025 44:31
Fala, galaeraaaaa! Hoje o podcast um papo sobre som entrevista ninguém mais, ninguém menos que Arrigo Banabé. O gênio que vai explorar a música brasileira de vanguarda até os limites mais inimagináveis: Schoenberg, musica dodecafonica, rock, narrativas de história em quadrinhos, teatro, cinema. Nesse papo muito louco, a gente conversa com este que é um dos artistas mais profundos do Brasil o podca...
#28 | A distopia paulistana de Clara Crocodilo 22.11.2024 45:27
Olá, pessoal! Um podcast mega especial pra vocês hoje! Apenas Clara Crocodilo de @arrigobarnabe. Um dos discos mais radicais e ousados da música brasileira: música classica dodecafonica, atonalismo, rock, funk, opera, Gil Gomes, quadrinhos, Tom Waits e distopia paulistana. Um marco da música independente. Em parceria com meu amigo e diretor @newcosta dissecamos essa que é uma das obras mais densas...
#27 | Um tour musical pelo nordeste com o Bruxo Hermeto Pascoal 16.08.2024 25:25
Olá, pessoal! Este novo episódio fala do grande álbum “Zabumbê-Bum-Á” (1979), do Hermeto Pascoal. Disco em que o bruxo albino funde os ritmos nordestinos, as tradições, traços documentais, autobiográficos, ritmos e sons do seu nordeste com o jazz fusion, free jazz e ecos até meio progressivos sem nunca perder a brasilidade, mais especificamente a nordestinidade. Um músico de muitas tradições, muit...
#26 | Ryuichi Sakamoto: Um tributo 31.05.2024 32:54
Olá, pessoal! Este podcast sai com atraso de um ano. Uma homenagem tardia a este que nos deixou um ano e alguns meses atrás e deixou um legado inestimável à música erudita contemporânea, ao synthpop dos anos 80 e a toda a musica eletrônica que veio depois com sua Yellow Magic Orchestra. No episódio a gente passeia pela fase dos anos 80; pelos discos só de pianos - mais eruditos, mais minimalistas...
#25 | Um Papo com Kiko Dinucci 12.04.2024 42:21
Olá, pessoal, neste episódio número 25 a gente apresenta um formato novo: o podcaster inaugura uma sessão de entrevistas do “Um Papo sobre Som”. E começamos com ninguém mesmo que Kiko Dinucci. Kiko do Metá Metá, Passo Torto, Bando Afromacarrônico, Kiko de Cortes Curtos, do punk, noise e cinema, Kiko do samba, do afro, Kiko artista sensacional. Parceiro de Juçara Marçal, Douglas Germano, Ná Ozet...
#24 | Gilberto Gil, um astronauta na Terra 01.03.2024 36:46
Olá, pessoal! Segue nosso primeiro podcast do ano. É sobre ninguém mais, ninguém menos que Gilberto Gil e seu álbum “Cérebro Eletrônico” (1969). Analisamos a relação entre o álbum e seu momento conflituoso. Três faixas foram compostas durante sua primeira prisão, ele e Caetano já sabiam que seus destinos eram a Inglaterra, e nesse meio tempo entre a prisão e o exílio, Gil grava esse que é um d...
#23 | Gang of Four e o pós-punk cerebral, visceral e disruptivo 24.11.2023 25:51
Olá, pessoal! Neste episódio vamos falar de um disco muito querido do podcaster: Entertainment (1979)! Em 1976, formava-se uma das bandas que, em meio ao cenário punk, iriam definir a sonoridade - ou uma das muitas sonoridades - do universo do pós-punk. O Gang of Four lançou seu primeiro álbum, Entertainment, em 79, já dois ou três anos depois das estreias de Sex Pistols, The Clash, Ramones e do...
#22 | Billie Holiday, a fruta estranha 20.10.2023 26:57
Na voz de Billie Holiday em 1939, essa icônica canção e poema de três estrofes de Abel Merpool, um professor judeu americano e compositor filiado ao partido comunista, ganhou destaque como uma das maiores bofetadas contra o racismo, a canção modelo que praticamente inspirou boa parte das canções de protesto americanas que vieram depois. A primeira versão foi na voz da também cantora de jazz Laura...
#21 | Smokey Robinson e sua tempestade silenciosa 15.09.2023 48:58
Hoje a gente fala aqui de Smokey Robinson, grande cantor, compositor de soul, líder do grupo vocal icônico da Motown Smokey Robinson and the Miracles. Foi vice-presidente da gravadora e lá nos anos 70 vai batizar um gênero de soul romântico e easy listening: A Quiet Storm . A gente fala hoje de quando isso acontece, que foi em 1975, no lançamento do álbum “A Quiet Storm”. O Quiet Storm foi um es...
#20 | A música livre e encarnada de João Donato 11.08.2023 27:11
João Donato foi um dos maiores gênios da nossa música. Começou ainda no período formador da Bossa Nova e sendo um dos personagens da própria cena, mas mesmo assim nunca se pensou parte do movimento, desde o começo Donato misturava muitos estilos e ritmos regionais variados. Se tinha o samba, jazz, bossa, samba-canção, tinha também, choro, forró, baião. Não é por acaso que Donato primeiro de tudo f...
#19 | Feelin' Alright? 21.07.2023 31:55
Em 1968, Dave Mason compôs um hit icônico no segundo disco do Traffic. A música fez um certo sucesso com o Traffic, mas explodiu com Joe Cocker e depois teve várias gravações. A gente nesse podcast disseca 4 delas: a original do Traffic, a do Joe Cocker, a Jackson Five e a do Grand Funk Railroad. Por que essa canção é tão emblemática? A quem essa pergunta se direciona? A um amor, a uma geração, a...
#18 | Crosby Stills and Nash: Os doidões existenciais 30.06.2023 19:04
Hoje vamos falar desse trio de trovadores contraculturais, falamos do disco "Crosby Stills and Nash" de 1969, ainda sem o Young, que entraria logo depois para gravar o disco "Deja vu" e compor a formação como quarteto, não mais trio. "Deja vu" é um disco também estupendo e Neil Young talvez seja o mais completo e denso entre os quatro artistas, mas o podcaster ainda a...
#17 | Jorge Ben e a trilogia do Charles 26.05.2023 22:03
Olá, meus caríssimos ouvintes. Este episódio apresenta uma novidade: não dissecamos um álbum, e sim 3 músicas ou a trilogia do Charles, do Jorge Ben. Falamos sobre Take it easy my brother Charles (Jorge Ben 1969), Charles, anjo 45 (Jorge Ben, 1969) e Charles Jr. (Força Bruta, 1970). A primeira faixa é um convite a um Charles jovem e confuso. Jorge Ben convida Charles a formar uma frátria dos irmã...
#16 | Elza pede passagem no Planeta Fome 28.04.2023 24:41
Ser mulher, negra, favelada e talentosa é uma tarefa difícil em um país como o Brasil. Elza Soares é um exemplo de uma mulher que peitou o Brasil, cantou o Brasil, contrariou as estatísticas, compreendeu o Brasil como ninguém. Essa grande cantora matou muitos leões e veio no embalo da bossa nova, mais especificamente da bossa negra, colocou uma voz arranhada a la Louis Armstrong no meio e lançou d...
#15 | Sonny Rollins, Freedom Suite e o protesto através do feeling 31.03.2023 36:15
Sonny Rollins, "Freedom Suite" , é um dos álbuns de protestos mais icônicos, porém pouco lembrado, já que o protesto sempre esteve mais associado ao canto. Depois desse álbum vieram outros também na linha do free jazz, como alguns trabalhos do Archie Sheep. Sim, "Freedom Suite" é um dos álbuns introdutórios do free jazz, sim senhor. Ainda não completamente free jazz, ainda com...
#14 | Brian Eno, um “non-musician” inspirado e influente 06.03.2023 28:16
Brian Eno sempre foi um artista que colocou na sua música muito da sua formação em artes visuais na Belas Artes. Desde o Roxy Music, onde todos os integrantes eram formados em artes, até o desenvolvimento da ambient. Partindo do glam rock, desenvolvendo depois a melhor estirpe da música de elevador, a gente vai falar justamente desse momento de transição de um artista, que para esse que vos escrev...
#13 | Sonhos e Memórias do Tremendão 17.02.2023 23:24
Erasmo Carlos foi outro compositor e artista que - recém falecido - deixa um legado inquestionável na música brasileira. Tremendão criou muito e viveu muito, criou muito justamente porque viveu muito. Nos anos 50, ao lado de Tim Maia e o parceiro Roberto Carlos viveu o boom do início do rock´n roll, depois a Jovem Guarda com Roberto e Wanderléa e toda a trupe. Na entrada dos anos 70 se envereda p...
#12 | Meu nome é GAL 22.12.2022 56:43
Gal Costa nos deixou na manhã do dia 9 de novembro de 2022. E o que ela deixou para o Brasil, o que ela produziu de Brasil em sua arte e o que ela cantou de Brasil é inestimável. Esse Brasil da alegoria e da indefinição, do encanto e desencanto e rencantamento do mundo, da dialética entre o profano e o sagrado, de contrastes, contradições e do Tropicalismo. Gal Costa partiu da bossa nova na escola...
#11 | Peter Gabriel: A World Music e a política 17.11.2022 15:08
Raros artistas do pop que fizeram vastas produções que marcaram a década de 70 conseguiram a proeza de acompanhar a mudança dos tempos e suas relações com a música, com o tempo, com a política e com a indústria nos anos 80. Gabriel é um exemplo dessa raridade. Um músico, compositor e cantor sofisticado que liderou a banda de rock progressivo Genesis e que - já nos anos 70 - era um letrista refinad...
#10 | Apresentamos nosso Cassiano 03.11.2022 19:12
Há alguns artista que se inserem em alguma medida em um universo pop, influenciam artistas dentro do mundo pop, criam linguagens referentes dentro de um universo que podemos enquadrar como parte de uma música brasileira pop, porém seu som muito refinado e elegante não deixam de o colocar à margem desse mesmo mundo e dessa indústria. Cassiano foi um dos pais da música black e soul brasileira e é re...
#9 | Bowie e a própria imagem como matéria-prima estética 20.10.2022 25:06
Poucos artistas do pop balançaram mais as estruturas das possibilidades estéticas, musicais, comportamentais etc. como David Bowie. Um artista embebido das leituras de Nietzsche, literatura Beat, Brecht, Orwell, da arte pop de Warhol e do cinema de Stanley Kubrick. Um artista nutrido pela risada ácida de Andy Warhol, pelo lirismo de Lou Reed, Dylan e Syd Barrett e que - como ele mesmo diz - podia...
#8 | O Kind of Blue da Joni Mitchell 06.10.2022 29:04
Quando um álbum fala tanto ao coração, quando embala tantas melancolias, tantas solidões a um, a dois, a três, quando um álbum de 1971 de uma canadense que poetizou tão bem seu país, seus desamores, seu Canadá de origem, a contracultura no país em que residia (EUA), os desencontros e reencontros armazenados nessa memória tão anárquica que fazem da poesia da Joni essa dialética entre passagem e ret...
#7 | João e a batida da bossa nova 22.09.2022 21:56
Existem duas músicas brasileiras, uma antes e outra depois de João. O violão que incorporava em si mesmo uma batida própria, uma voz sem vibrato nenhum, uma sofisticação musical enorme corporificada em um som que fazia uma síntese tão perfeita que - embebida do cool jazz - transformava toda a tradição do samba-canção em um compêndio perfeito cujo o efeito era uma falsa e aparente simplicidade. A...
#6 | Traffic e o acento soul na cena psicodélica e progressiva inglesa 08.09.2022 11:51
Olá, pessoal, hoje a gente vai voltar no tempo, voltar lá para inglaterra de 1970. Vamos conversar aqui sobre o disco clássico do Traffic “John Barleycorn Must Die” . Um disco fora da caixa de uma banda fora da caixa e fora da curva. O cantor, tecladista, guitarrista e meio multinstrumentista Steve Winwood se destacou no Spencer Davis Group por ser um menino prodígio de 16 anos que cantava mais co...
#5 | Sensualidade, crítica e New Bossa com acento Black de Sade 25.08.2022 13:21
Sade Adu é essa grande ícone do sophisti-pop dos anos 80. Seu som uniu o romantismo e a sensualidade da época à crítica social. Sua origem não está na new wave ou no cenário amplo do pós-punk como outros contemporâneos da New Bossa inglesa: A pegada é black. Mas a Sade está antenada com todos os cenários, com seu tempo, e emana uma potência na voz e nas composições única. Não é à toa que esse quin...
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