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Rádio UFRJ - Ouve Essa

Music PT ↓ 246 episodes

Programa produzido pela Rádio Batuta com a missão de pescar pérolas pouco conhecidas do acervo musical do Instituto Moreira Salles (IMS), voltado principalmente para discos em 78 rotações. A seleção dos fonogramas é do jornalista Joaquim Ferreira dos Santos. O acervo está disponível no site discografiabrasileira.com.br.

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Rádio UFRJ

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Music

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Mar 10, 2026

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Episodes

Um samba-canção em Paquetá 28.02.2023

Em 1947, um ano depois de usarem Copacabana como cenário de romance no samba-canção clássico, João de Barro (o Braguinha) e Alberto Ribeiro compuseram o também elegante “Fim de semana em Paquetá”. A gravação é do gaúcho Nuno Roland. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro

Saia do caminho 14.02.2023

Saia do caminho”, de Custódio Mesquita e Evaldo Ruy, é um dos exemplos do rumo sofisticado que o samba canção ganhou em 1946. A gravação é de Aracy de Almeida, acompanhada apenas de piano e bateria, tudo muito suave e elegante, exatamente como ela apresentava a canção nas noites de crooner da boate Vogue, no Leme. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro

O início de Nelson Gonçalves 07.02.2023

Nelson Gonçalves gravou o fox “Dos meus braços tu não sairás” em 1944, quando começava a carreira e ainda se inspirava na voz de Orlando Silva. A autoria é de Roberto Roberti, autor de clássicos do carnaval carioca, como “Nós, os carecas”. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro

O acalanto do Trio Nagô 31.01.2023

Dos muitos trios em cena nos anos 1950 – uma onda inspirada pelo sucesso internacional do mexicano Trio Los Panchos –, o cearense Trio Nagô teve destaque especial. Deixou sucessos como a balada-acalanto “Sua majestade, o neném”, de autoria de Klécius Caldas e Armando Cavalcanti. A gravação é de 1959. O Trio Nagô era formado por Epaminondas de Souza, Mario Alves e Evaldo Gouveia. Apresentação: Joaq...

O lançamento de “Brasileirinho” 24.01.2023

Waldir Azevedo, cujo centenário se completa em 27 de janeiro de 2023, revolucionou a maneira de se tocar cavaquinho a partir da gravação de “Brasileirinho”, de sua autoria, em 1949. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro

O bar de Bidu Reis 17.01.2023

Bidu Reis é uma das poucas compositoras brasileiras surgidas até o início dos anos 1960 e tem em sua obra pelo menos um clássico, o samba-canção “Bar da noite”, em parceria com o letrista Haroldo Barbosa. Gravado em 1953, tem como intérprete a voz elegante e sofrida de Nora Ney. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro

A estreia do cantor Cartola 10.01.2023

“Quem me vê sorrir”, parceria com Carlos Cachaça, é a estreia de Cartola como cantor. A gravação foi realizada em 1940, a bordo do navio Uruguai, atracado no cais da Praça Mauá, no Rio de Janeiro. O maestro erudito americano Leopold Stokowski viajava pela América do Sul e, em cada porto, gravava exemplos de músicas nacionais. Quem lhe sugeriu Cartola foi o também maestro Heitor Villa-Lobos. Aprese...

A batucada do Grupo X 20.12.2022

O Grupo X apareceu em meio à onda de conjuntos vocais a partir da década de 1930, contemporâneo do Bando da Lua, dos Anjos do Inferno e de outros. Era um sexteto paulista e se caracterizava pela simplicidade nos arranjos vocais e a forte marcação rítmica, como na batucada “Pra lá de lá”, do também paulista Silvino Neto para o carnaval de 1937. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Fili...

A estreia de Jorge Ben 13.12.2022

“Por causa de você” é o 78 rotações por minuto de estreia de Jorge Ben, futuro Ben Jor, em 1963 (do outro lado, também de sua autoria, estava “Mas que nada”). Tinha ecos da bossa nova, mas nenhum rótulo – bossa jazz, samba rock – explicava exatamente o caldeirão de referências de Jorge Ben. O violão percussivo e a poesia transportavam para lembranças africanas (a mãe era etíope) assim como para o...

O rei do bolero 06.12.2022

Silvinho foi o rei do bolero nacional na década de 1960. Em “Quem é”, de sua autoria e de Maurílio Lopes, sucesso de 1962, ele apresenta uma das marcas que o identificavam: ao fim da primeira passagem da música, surge a voz empostada de um locutor que declama versos, enfatizando a natureza desesperada dos dramas musicais de Silvinho. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Cast...

As chaves de Orlandivo 29.11.2022

Orlandivo surgiu no início dos anos 1960 e tinha todo o jeitão da bossa nova, pela voz pequena e um inédito jeito de marcar o ritmo, acompanhando-se de um molho de chaves, o chaveiro do próprio apartamento. Foi, no entanto, um dos astros do sambalanço, movimento que pedia mais diversão, mais gente dançando na pista. Em “Brincando de samba”, parceria com Celso Murilo, outro astro do sambalanço e ta...

A parceria entre Adoniran e Vinícius 22.11.2022

O samba-canção "Bom dia, tristeza" faz uma das parcerias mais inesperadas da música brasileira ao juntar o diplomata Vinícius de Moraes referência da literatura culta, com o sambista Adoniran Barbosa, divulgador da mistura do sotaque dos imigrantes italianos com o dos malandros das praças de São Paulo. O resultado é uma obra bonita e original, que teve nos graves de Mauricy Moura, em 1957, um dos...

Manhã internacional 16.11.2022

“Manhã de carnaval”, de Luiz Bonfá e Antônio Maria, é uma das músicas brasileiras mais executadas e gravadas no exterior. Composta para a trilha sonora do filme “Orfeu do carnaval”, só no ano de seu lançamento, em 1959, teve oito gravações, entre elas a de Peri Ribeiro. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro

Lembra-te daquela zinha 08.11.2022

De Geraldo Pereira para Roberto Paiva “Lembras-te daquela zinha” é um dos muitos sambas sincopados que Geraldo Pereira, aqui em parceria com Augusto Garcez, deu para que Roberto Paiva lançasse em primeira mão. A gravação é de 1941. O acompanhamento é dos Diabos do Céu, com arranjo de Pixinguinha. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro

O bolero caipira 01.11.2022

“Boneca cobiçada” é uma espécie de bolero caipira, de Bolinha e Biá, que fez enorme sucesso em 1957 na gravação da dupla Palmeira e Biá. Os historiados consideraram o disco um marco importante no surgimento do gênero que hoje é um dos mais populares do país, o sertanejo. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro

Tiradentes 25.10.2022

Samba-enredo histórico “Tiradentes”, de Mano Décio, Estanislau Silva e Penteado, é um marco do samba-enredo moderno. O Império Serrano desfilou com ele em 1949 e foi campeão, mas só em 1955 aconteceu a gravação de Roberto Silva. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro

O bolero na voz de Alcides Gerardi 18.10.2022

A parada de sucessos era democrática e, em 1961, ao lado da incipiente bossa nova e dos primeiros rocks traduzidos, estava o bolero “Palavras de amor”, de Paulo Borges, na voz romântica do gaúcho Alcides Gerardi, do elenco de da Rádio Nacional. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro

O samba de João Donato e dos Namorados 11.10.2022

O conjunto Namorados da Lua teve duas formações. A inicial, dos anos 1940, tinha Lúcio Alves e foi interrompida em 1948, quando ele partiu para a carreira solo. Em 1953, o grupo se refez com o nome curto de Namorados. Tinha o mesmo repertório e outros componentes, como João Donato ao acordeom e Miltinho no lugar de Lúcio. “Eu quero um samba”, de Haroldo Lobo e Janet de Almeida, que tinha sido grav...

A estreia de Wilson Simonal 04.10.2022

“Terezinha”, o chá-chá-chá de Carlos Imperial, é a primeira gravação de Wilson Simonal, mas já mostrava, em 1961, o suingue e a técnica que o consagrariam. No ano anterior, aos 22 anos, ele tinha estreado na noite carioca como crooner da boate Drink, o palco maior do sambalanço. Em 1962, passaria para o Beco das Garrafas, também em Copacabana, templo da bossa nova. Era o início da carreira, entre...

Uma encomenda para Noel e Cartola 27.09.2022

Noel Rosa e Cartola foram pedir um dinheiro a Francisco Alves, famoso por comprar sambas, mas daquela vez o cantor pagou para que os dois fizessem um samba ali, naquele momento. Desse encontro, num bar do Largo do Maracanã, nasceu em poucos minutos “Qual foi o mal que eu te fiz”, gravado em 1933 por Chico Alves, uma das raras parcerias dos amigos Cartola e Noel. Apresentação: Joaquim Ferreira dos...

‘Edmundo’, um cara confuso e divertido 20.09.2022

Depois de acompanhar Carmen Miranda nos shows, discos e filmes nos Estados Unidos, o Bando da Lua seguiu carreira no Brasil. Um dos seus momentos mais interessantes é a gravação, em 1951, de “Edmundo”, de Joe Garland e Andy Razaf, com versão de Aloysio de Oliveira. A letra em português não tem nada a ver com a original, mas é divertida e revela mais um talento de Aloysio, que teve participação imp...

Homenagem aos cem anos do rádio no centésimo Ouve Essa 13.09.2022

“Cantores de rádio”, de Lamartine Babo, João de Barro e Alberto Ribeiro, é um dos lados do único disco de 78 rotações por minuto gravado em dupla pelas irmãs Aurora e Carmen Miranda. O rádio tinha estreado no Brasil, oficialmente, em 1922. Neste setembro de 2022, chega-se ao centésimo episódio do Ouve Essa na segunda fase do programa (a ilustrada por rótulos). Funciona como homenagem da Rádio Batu...

O primeiro passo de Elis Regina 06.09.2022

O rock-balada “Sonhando” é a estreia em disco de 78 rotações por minuto de Elis Regina, em 1961, aos 16 anos. A cantora tentava reproduzir o estilo de uma campeã de vendas da época, a paulista e adocicada Cely Campello. Pouco tempo depois, ela se afastaria desse universo e se consagraria como grande intérprete. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro

A "Volta por cima" de Noite Ilustrada 30.08.2022

O mineiro Mário de Souza Marques Filho, o Noite Ilustrada, foi grande intérprete do paulista Paulo Vanzolini. “Volta por cima”, samba elegante gravado em 1962, é o mais perfeito exemplo de afinação e sucesso da dupla. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro

“El Broto” canta samba-canção de Caymmi 23.08.2022

Francisco Carlos foi escolhido o cantor revelação de 1950 graças a “Brotinho”, que lhe valeria o apelido “El Broto”, e “Você não sabe amar”, samba-canção em que Dorival Caymmi dividiu a autoria com os milionários Carlos Guinle e Hugo Lima. Segundo Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta, Caymmi entrava nessas parcerias com a música e os amigos ricos com o uísque. Apresentação: Joaquim Ferreira dos S...

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