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Rádio UFRJ - Ouve Essa
Programa produzido pela Rádio Batuta com a missão de pescar pérolas pouco conhecidas do acervo musical do Instituto Moreira Salles (IMS), voltado principalmente para discos em 78 rotações. A seleção dos fonogramas é do jornalista Joaquim Ferreira dos Santos. O acervo está disponível no site discografiabrasileira.com.br.
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Episodes
O hino “Carinhoso” 25.02.2025 4:57
A melodia de “Carinhoso” foi criada por Pixinguinha em torno do ano de 1920 e gravada, apenas instrumental, em 1928 pela orquestra típica Pixinguinha-Donga. A letra, de João de Barro, só apareceria em 1937, numa gravação de Orlando Silva. Tornou-se imediatamente uma espécie de Hino Nacional Romântico. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro
O bolero de outro filho de Cachoeiro 18.02.2025 5:03
Raul Sampaio nasceu em Cachoeiro de Itapemirim e é o autor de “Meu pequeno Cachoeiro”, imortalizado pelo conterrâneo Roberto Carlos. Como cantor, chegou a participar de uma das formações do Trio de Ouro. Em 1961, no auge da bossa nova elegante, ele fez sucesso gravando o bolero “Quem eu quero não me quer”, parceria com Ivo Santos. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro
Proparoxítonas musicais 11.02.2025 5:02
A dupla paulista Alvarenga e Ranchinho cantava o Brasil rural da primeira metade do século XX. Sempre com bom humor. “Drama da Angélica”, de M.G. Barreto, gravada em 1942, é toda rimada em proparoxítonas, do mesmo jeito que, em 1971, Chico Buarque faria na letra de “Construção”. Exímios também no humor político, Alvarenga e Ranchinho chegaram a ser presos no Estado Novo de Getúlio Vargas. Apresent...
Na toada do sertão 04.02.2025 4:58
Há quem considere a toada “Luar do sertão”, de João Pernambuco e Catulo da Paixão Cearense, uma espécie de “hino afetivo brasileiro”. Ela apareceu em 1914, em meio a muita discussão sobre sua autoria, com alguns defendendo que a música era adaptação de um tema folclórico. Vicente Celestino foi um de seus intérpretes notáveis, numa gravação de 1952. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição:...
Rock pioneiro 28.01.2025 4:58
“Marcianita”, uma versão de Fernando César, era considerada em 1960 um fox-trot, mas entrou para a história como um dos primeiros rocks nacionais. A gravação é de Sérgio Murilo, estudante de Direito. Tudo muito delicado, de palavras fofas, como era o espírito da música jovem. Rita Lee disse que roqueiro brasileiro tinha cara de bandido, mas isso foi bem mais tarde. Apresentação: Joaquim Ferreira d...
O frevo de Tom 21.01.2025 4:57
Em sua obra de mais de 300 músicas, Tom Jobim deixou apenas um frevo, de nome “Frevo”, com letra de Vinicius de Moraes. A primeira gravação é de 1959. “Frevo” faz parte da trilha sonora do premiadíssimo “Orfeu negro”, dirigido por Marcel Camus, ganhador em 1959 da Palma de Ouro do Festival de Cannes e em 1960 do Oscar de melhor filme estrangeiro. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: F...
Voz de Dalva, arranjo de Tom 14.01.2025 4:55
Os compositores Klécius Caldas e Armando Cavalcanti eram militares, generais do Exército, e prestaram bons serviços à música brasileira, como no samba-canção “Neste mesmo lugar”. Gravado em 1955, com elegância dramática por Dalva de Oliveira, conta a história de um fim de caso no cenário clássico da dor de cotovelo, o bar. O arranjo é do ainda novato Antonio Carlos Jobim. Apresentação: Joaquim Fer...
A canção dos Joões 10.12.2024 5:02
O João Gilberto compositor tem poucas músicas, em torno de uma dezena, e uma delas é uma parceria com seu xará de arte e alma, João Donato. Eles assinam o samba “Minha saudade”, gravado por Alaíde Costa em 1959. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro
A ‘Fascinação’ de Galhardo 03.12.2024 5:02
Carlos Galhardo dividiu com Orlando Silva, Francisco Alves e Sílvio Caldas o trono das mais lindas vozes masculinas da canção brasileira na primeira metade do século XX. Se o gênero em competição fosse apenas o de maior cantor de valsas, aí seria diferente. Galhardo era considerado o melhor, e ninguém gravou mais valsas do que ele. “Fascinação”, a versão de Armando Louzada que ele registrou em 194...
A Conceição de Cauby 26.11.2024 5:01
O samba-canção “Conceição”, de Dunga e Jair Amorim, gravado em 1956, foi o maior sucesso da carreira de Cauby Peixoto. Em sua longa trajetória, finda apenas ao morrer, aos 85 anos, em 2016, o cantor precisava atender o público, que em todos os shows pedia a música. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro
Crítica e humor entre Rio e Niterói 19.11.2024 4:58
Antes da inauguração da Ponte Rio-Niterói, em março de 1974, o transporte entre as duas cidades era feito em barcas pouco eficientes, sempre atrasadas e malconservadas, da empresa Cantareira. “Mambo da Cantareira” é uma crítica àquele tipo de transporte. De autoria da dupla Eloide Warthon e Barbosa da Silva, foi gravada em 1960 por Gordurinha. Responsável por clássicos que comentam o sofrimento do...
Um samba para o Flamengo 12.11.2024 4:40
O Clube de Regatas do Flamengo tem um hino oficial, de Lamartine Babo, mas há outros que, também pela qualidade, se aproximam do mesmo status. O “Samba rubro-negro”, de Wilson Batista e Jorge de Castro, é um desses casos. Foi gravado por Roberto Silva em 1955. A propósito, o Flamengo é o clube mais homenageado na música brasileira. O site Discografia Brasileira tem 31 músicas com o seu nome no tít...
Balada para um seriado 05.11.2024 4:49
“Bat Masterson” foi um dos primeiros seriados da televisão brasileira, ainda no tempo das válvulas, e a sua música-tema era uma balada de Bart Corwin e Havens Wray, cantada na versão de Edson Borges por Carlos Gonzaga. Mineiro, radicado em São Paulo, Gonzaga foi, ao lado dos irmãos Tony e Cely Campello, um dos pioneiros do rock no país. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di...
Partido alto gravado 29.10.2024 4:59
O partido alto, na definição de um de seus mestres, o compositor Nei Lopes, é a modalidade de samba cantada em desafio por dois ou mais sambistas. Tem um refrão e improvisos. “O samba é bom assim”, de Norival Reis e Hélio Nascimento, que Jamelão gravou em 1959, é um dos primeiros registros do gênero em disco. O cantor Risadinha participa no duelo de improvisos. Apresentação: Joaquim Ferreira dos S...
O xote “Fiz a cama na varanda” 22.10.2024 5:02
A maranhense Dilu Melo foi uma das estrelas da onda de cantoras folclóricas dos anos 1940. Deixou pelo menos um clássico, o xote romântico “Fiz a cama na varanda”, de 1944, composto em parceria com Ovídio Nunes. O acordeom no acompanhamento é da própria Dilu. Mais tarde, em 1955 e 1960, ela regravaria a música, mas em ritmo de tango e samba. Cantoras sofisticadas, como Nara Leão e Dóris Monteiro,...
Um tema para Miss Brasil 15.10.2024 4:54
O concurso Miss Brasil foi um dos grandes eventos do calendário nacional entre as décadas de 1950 e 1960. “Canção das misses”, de 1963, tem a assinatura de Lourival Faissal e recebeu uma gravação em tom solene, com Ellen de Lima à frente de um coral de vozes femininas. Deu sorte, porque a Miss Brasil 1963, a gaúcha Ieda Maria Vargas, ganhou pela primeira vez para o país o Miss Universo. A propósit...
De Francisco Alves para as crianças 08.10.2024 5:02
Gravar música para o Dia das Crianças era uma tradição do mercado fonográfico. A mais clássica de todas talvez seja “Canção da Criança”, na voz de Francisco Alves, que também era seu autor ao lado de René Bittencourt. A faixa foi gravada em 3 de setembro de 1952 e acabara de ser lançada quando o cantor morreu, em 27 de setembro, num desastre na estrada Rio-São Paulo. Apresentação: Joaquim Ferreira...
Para as mulheres de 30 anos 01.10.2024 4:55
A intenção era homenagear as que estavam naquela faixa etária, mas elas não aprovaram “Mulher de trinta”, o sambalanço de Luiz Antônio que Miltinho gravou em 1960. Acharam indevido apresentá-las como sofredoras amorosas. A gravação fez enorme sucesso. Miltinho, com seu balanço irresistível, começava a carreira solo, depois de se desligar da posição de crooner e pandeirista do conjunto Milionários...
Helena, Helena 24.09.2024 4:55
O conjunto Anjos do Inferno tinha esse nome engraçado para pegar carona no sucesso do Diabos do céu, o conjunto de Pixinguinha. Era mais do que engraçado, porém. Seus arranjos vocais eram modernos, antenados com os dos grupos americanos de jazz. O samba “Helena, Helena”, de Antônio Almeida e Secundino, foi sucesso no carnaval de 1941. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Cas...
O ‘violão amigo’ de Gilberto Alves 17.09.2024 4:58
Gilberto Alves foi um dos grandes cantores da época de ouro do rádio, um período que o Brasil viveu entre as décadas de 1930 e 1950. É dele a primeira gravação de “Violão amigo”, de Bide e Marçal. Há críticos que escutam semelhanças entre as melodias de “Violão amigo” e “Desafinado”, de Tom Jobim e Newton Mendonça. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro
A moda de viola de Tonico e Tinoco 10.09.2024 4:52
“Rei do gado” é uma moda de viola de Teddy Vieira gravada por Tonico e Tinoco em 1959. Narra o encontro de dois oponentes rurais, o que dá título à canção e o rei do café. As duas culturas se enfrentam entre goles de cachaça, do rei do gado, e champanhe, do adversário, num causo típico da moda de viola. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro
Amor em clima de Paris 03.09.2024 5:00
“Hino ao amor”, a canção que Edith Piaf e Marguerite Monnot compuseram em 1950, voltou à cena na festa de abertura dos Jogos Olímpicos de Paris, cantada por Céline Dion. No Brasil, ela recebeu uma versão de Odair Marsano e foi gravada com sucesso pela cantora paulista Wilma Bentivegna, em 1959. O site Discografia Brasileira tem outros sete registros da canção. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Sa...
O surgimento de Kid Morengueira 27.08.2024 5:00
“O rei do gatilho”, de Miguel Gustavo, conta em ritmo de samba de breque a história de Kid Morengueira em luta contra um bandoleiro transviado. Kid Morengueira é Moreira da Silva. A gravação é de 1961. Em formato divertido, cheia de sonoplastias cinematográficas, cavalos em disparada, tiros para todos os lados, ela atualiza o cantor, em cartaz desde a década de 1930, para as novas audiências. Apre...
Joia revelada por João Gilberto 20.08.2024 5:03
Criado para o carnaval de 1944, o samba “Não vou pra casa”, de Antônio Almeida e Roberto Roberti, não aconteceu. Permaneceu ignorado até 1999, quando ganhou a gravação balançada e elegante de João Gilberto. Desde então, “Não vou pra casa” já teve outros quatro registros. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro
No último pau de arara 13.08.2024 4:52
O baião “Último pau de arara”, de José Guimarães, Venâncio e Corumba, de 1956, fala da seca, do orgulho do nordestino em não migrar para o Sul maravilha, de enfrentar a natureza – pois “quem foge à terra natal em outro canto não para”. Venâncio e Corumba são os intérpretes. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro
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