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Rádio UFRJ - Ouve Essa

Music PT ↓ 246 episodes

Programa produzido pela Rádio Batuta com a missão de pescar pérolas pouco conhecidas do acervo musical do Instituto Moreira Salles (IMS), voltado principalmente para discos em 78 rotações. A seleção dos fonogramas é do jornalista Joaquim Ferreira dos Santos. O acervo está disponível no site discografiabrasileira.com.br.

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Rádio UFRJ

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Music

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Mar 10, 2026

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Episodes

O samba do Quatro Ases e um Coringa 26.08.2025

Os cearenses do Quatro Ases e um Coringa estavam no auge quando, em 1950, gravaram “Boneca de pano”, um samba do baiano Assis Valente. Eram modernos. Assim como seus rivais Anjos do Inferno, Os Cariocas e Namorados da Lua, interpretavam sambas, baiões e marchinhas de carnaval, além de seguir as últimas novidades dos conjuntos vocais americanos. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Fil...

As vozes do Trio de Ouro 19.08.2025

O Trio de Ouro existiu de 1937 até meados de 1970, com diversas formações e ótimos serviços prestados à música brasileira. O que gravou o bolero “Negro telefone”, de Herivelto Martins e David Nasser, em 1953, já não tem mais Dalva de Oliveira, sua voz feminina original. É formado por Lourdinha Bittencourt, Herivelto Martins e Raul Sampaio. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe D...

No coração do povo 12.08.2025

O escritor Paulo Cesar de Araújo, em seu livro “Eu não sou cachorro não”, diz que o baiano Anísio Silva é um dos fundadores daquilo que mais tarde seria chamado de “brega”, e ele aqui não emprega o termo no sentido pejorativo. Brega é o popular, a canção romântica que fala ao coração do povo. O bolero “Alguém me disse”, de Evaldo Gouveia e Jair Amorim, gravado por Anísio em 1960, é uma joia desse...

O balanço de Ed Lincoln 05.08.2025

O carioca Helton Menezes foi um nome fundamental na afirmação do sambalanço, o samba que era uma espécie de bossa nova para dançar e que fez muito sucesso, principalmente no Rio de Janeiro, no início dos anos 1960. “Vou rir de você”, gravado por Ed Lincoln e seu conjunto em 1962, é um dos destaques do movimento. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro

Gonzagão e a seca 29.07.2025

Luiz Gonzaga teve dois importantes parceiros ao compor sua galeria de clássicos. Talvez Humberto Teixeira, com quem fez “Asa branca”, fosse o mais politizado. Zé Dantas era tido como mais pitoresco – mas nem sempre. “Vozes da seca”, sua parceria com Gonzaga, gravada por este em 1953, é das canções mais fortes sobre a realidade nordestina. Foi lançada em meio à seca que começou em 1952 e só termina...

Caymmi e seus dois Joões 22.07.2025

Em “João Valentão”, que compôs e gravou em 1953, Dorival Caymmi botou em cena alguns dos elementos espalhados em sua obra de poucos títulos, mas monumental para a cultura brasileira. O João também vive à beira da praia e não é só valentão, tem seus momentos de amor e ternura. O acompanhamento é da orquestra de Oswaldo Borba. Quando está em cena o Valentão, samba rasgado; quando aparece o João româ...

Bichos no estúdio 15.07.2025

“Bicharada” é um baião divertido em que Djalma Ferreira reproduz, ao teclado do órgão, sons de galos, galinhas, porcos e outros bichos, como se transformasse o estúdio num grande quintal do Brasil rural de 1951. Ele está acompanhado do seu conjunto Milionários do Ritmo e não esquece, além do humor, de fazer o que era seu grande charme: botar o ouvinte para dançar. Apresentação: Joaquim Ferreira do...

E o breque: ‘Na Glória!’ 08.07.2025

O choro “Na Glória”, de Raul de Souza e Ari dos Santos, é um clássico das pistas de dança. Gravado em 1949 sob a liderança do trombone do próprio Raul, é um tema instrumental, cortado apenas por uma espécie de breque, quando os músicos gritam as divertidas três notas do título da canção. Raul e Ari compuseram “Na Glória” – alusão a um bairro da Zona Sul do Rio – quando eram colegas de orquestra no...

Em ritmo de rumba-rock 01.07.2025

A orquestra de Silvio Mazzuca era uma das maiores big bands nacionais quando, em 1958, ele gravou a rumba-rock “Tequila”, do americano Chuck Rio. Mazzuca era uma versão paulista de Ed Lincoln, o rei dos bailes de formatura do Rio de Janeiro.  Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro

O balanço de Cyro e Mariuza 24.06.2025

Cyro Monteiro já estava em cena desde meados dos anos 1930 – um cantor moderno de voz ao mesmo tempo balançada e bonita – quando, em 1955, gravou “Tem que rebolar”, de José Batista e Magno de Oliveira, num dueto com Mariuza. A cantora faria apenas outras duas gravações e desapareceria, sem deixar referências biográficas nos dicionários da música brasileira. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santo...

O samba sincopado de Germano Mathias 17.06.2025

“Falso rebolado”, de Venâncio e Jorge Costa, uma gravação de 1957, é citada como um clássico em qualquer conversa sobre samba sincopado. O intérprete é Germano Mathias, paulistano da Barra Funda. Ele marcava o ritmo na tampa da lata de graxa, herança dos antigos engraxates e sambistas negros da Praça da Sé, no Centro de São Paulo. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro

Um samba que Wilson Batista vendeu 10.06.2025

O samba “Não tenho lágrimas”, também conhecido como “Quero chorar”, foi lançado em agosto de 1937, atravessou todo o final do ano e acabou explodindo como um dos sucessos do carnaval de 1938. Oficialmente, os autores são Max Bulhões e Milton de Oliveira. Wilson Batista seria um dos autores originais, mas cedeu a vez a Milton em troca de 30 mil réis. O samba teria muitas gravações, entre elas as de...

Dalva responde a Herivelto 03.06.2025

“Que será”, de Marino Pinto e Mário Rossi, gravado por Dalva de Oliveira em 1950, tem todos os dramas inerentes a um bom bolero – e com o plus de que é tudo verdade. A gravação é um dos capítulos da separação entre Dalva e o compositor Herivelto Martins, uma briga que foi parar nos discos. A cada música de Herivelto apontando Dalva como vilã, a cantora respondia com outra. “Que será” é uma dessas...

A bossa de Aracy de Almeida 27.05.2025

“Tenha pena de mim", sucesso no carnaval de 1938, tem um ritmo animado e letra triste, um dos charmes da tradição do samba. De autoria de Ciro de Souza e Babaú, ganhou a interpretação ao mesmo tempo chorosa e balançada, magistralmente cheia de bossa, de Aracy de Almeida. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro

Flores de carnaval 20.05.2025

O sucesso das marchas “Florisbela” e “A jardineira” no carnaval de 1939 fez com que a exaltação às flores persistisse em 1940, com “Dama das camélias” e “Malmequer”. Esta última, de Newton Teixeira e Christovão de Alencar, foi gravada por Orlando Silva, aos 24 anos, já reconhecido como o Cantor das Multidões. No concurso oficial, “Dama das camélias”, com voto do jurado Villa-Lobos, ficou em primei...

A ternura de Dolores Duran 13.05.2025

O reconhecimento de Dolores Duran como grande compositora só surgiu após sua morte aos 29 anos, infartada, em 1959. Antes, era apreciada mais como cantora. A letra de “Ternura antiga” foi encontrada numa gaveta do apartamento em que ela morava em Copacabana. Ganhou música do pianista Ribamar, seu parceiro nas boates da Zona Sul do Rio, e, em 1961, a primeira gravação, por Luciene Franco. Apresenta...

As regras da gafieira 06.05.2025

Embora paraense, o compositor Billy Blanco forma ao lado do cantor carioca Jorge Veiga uma dupla de grandes representantes do samba feito no Rio de Janeiro. Em “Estatutos da gafieira”, gravação de 1957, estão a crônica de costumes e o bom humor, dois elementos básicos desses artistas.  Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro

O samba da terra de Caymmi 29.04.2025

O Bando da Lua fez a primeira gravação de “Samba da minha terra”, de Dorival Caymmi, em 1940. Era um “samba sacudido”, como definia o compositor baiano, e na bossa vocal do grupo carioca, sempre bem-humorada, ficava ainda mais. Na letra, estão alguns dos versos mais conhecidos de Caymmi, como “Quem não gosta de samba/ Bom sujeito não é/ É ruim da cabeça/ Ou doente do pé”. Apresentação: Joaquim Fer...

Bossa carioca em voz paulistana 22.04.2025

Isaurinha Garcia tinha um jeito tão particular de cantar que era chamada de A Personalíssima. O sotaque paulistano não foi empecilho para que ela interpretasse com muita bossa o samba de estilo carioca “De conversa em conversa”, de Haroldo Barbosa e Lúcio Alves, sucesso de 1947. Foi acompanhada na gravação pelos Namorados da Lua, que tinha Lúcio como um dos integrantes.  Apresentação: Joaquim Ferr...

Lembranças de São Paulo 15.04.2025

A valsa-choro “Rapaziada do Brás” é uma das mais firmes marcas musicais, ao lado de “Sampa” e “Trem das Onze”, da cidade de São Paulo. Ela foi composta em 1917 por Alberto Marino. Em 1960, Carlos Galhardo foi o primeiro a gravá-la com letra, de Álvaro Rodrigues. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro

Uma mulher, uma cidade 08.04.2025

A toada “Maringá” foi gravada por Gastão Formenti em 1932. Ninguém sabe de onde o compositor Joubert de Carvalho tirou o nome para batizar a bela cabocla obrigada a deixar sua cidade para fugir da seca nordestina. Nem antes, nem depois, o nome foi comum em mulheres, mas em 1947 Maringá batizou a cidade ao redor da recém instalada Companhia de Melhoramentos do Norte do Paraná. Apresentação: Joaquim...

Samba fantasmagórico 01.04.2025

“Sistema nervoso”, gravado em 1953 por Orlando Correia, é um samba bem fora do padrão de Wilson Batista. Conta mais uma vez a história de um solitário, mas com ar de paródia de filme B de terror. No abandono da madrugada, ele ouve passos e sente a presença da amante no frio que o abraça. Para criar um clima fantasmagórico, o recurso possível para a época foi registrar a voz de Orlando Correia ecoa...

O morro não tem vez 25.03.2025

A versão social da bossa nova A bossa nova estreou em 1958, mas, já nos primeiros anos da década seguinte, seus compositores deixavam de lado a temática do sol-sal-sul e engajavam-se em temas da questão social brasileira. O samba “O morro não tem vez”, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, gravado em 1963 por Jair Rodrigues, que havia estreado no ano anterior, é bom exemplo disso. Apresentação: Joaqu...

A triste ‘Mãe preta’ 18.03.2025

“Mãe preta”, de Caco Velho e Piratini, é uma toada triste, como todas as que contam histórias da escravidão no Brasil. Ficou famosa internacionalmente ao ganhar nova letra de compositores portugueses e se transformar em “Barco negro”, um fado de Amália Rodrigues. Pior: sem crédito para os autores brasileiros. “Mãe preta” foi gravada em 1943 pelo Conjunto Tocantins Apresentação: Joaquim Ferreira do...

O grito do Bafo 11.03.2025

O Bafo da Onça, criado em 1956, é uma das inspirações dos megablocos que hoje enchem as ruas do carnaval do Rio de Janeiro. Seu forte era o samba batucado, como “Oba”, que seu compositor, Oswaldo Nunes gravou em 1962 e que continua a ser cantado. Apresentação: Joaquim Ferreira dos SantosEdição: Filipe Di Castro 

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