Rádio UFRJ
Rádio UFRJ - Ouve Essa
Programa produzido pela Rádio Batuta com a missão de pescar pérolas pouco conhecidas do acervo musical do Instituto Moreira Salles (IMS), voltado principalmente para discos em 78 rotações. A seleção dos fonogramas é do jornalista Joaquim Ferreira dos Santos. O acervo está disponível no site discografiabrasileira.com.br.
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Epizody
A elegância de Carmen Costa 27.10.2026 5:00
Carmen Costa é uma voz importante do samba-canção, o gênero romântico que esteve em alta nas paradas de sucesso em meados dos anos 1950. Era um sofrimento elegante. Em 1954, ela gravou “Quase”, de Jorge Gonçalves e Mirabeau. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro
Exaltação ao país 20.10.2026 5:05
“Onde o céu azul é mais azul”, de Braguinha, Alcyr Pires Vermelho e Alberto Ribeiro, é um clássico do samba-exaltação, o gênero que ganhou força no Estado Novo, de Getúlio Vargas. Valoriza as belezas nacionais e a força do povo trabalhador em contraposição ao “malandro”, tão exaltado no samba tradicional. A gravação de Jorge Goulart, de 1956, reúne outros elementos do gênero, como o arranjo pompos...
Fado de sucesso 13.10.2026 5:02
O português Francisco José já tinha gravado “Olhos castanhos”, de Alves Coelho Filho, sem qualquer sucesso em 1957. Era um fado autêntico, acompanhado de guitarras tradicionais. Em 1960, ele voltou a gravar a música, mas acompanhado de grande orquestra. O resultado foi a venda de mais de um milhão de discos. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro
Hino do violão 06.10.2026 4:59
A valsa “Abismo de rosas”, de Américo Jacomino, o Canhoto, é considerada um hino do violão brasileiro. A gravação por Dilermando Reis, de 1952, a transformou num clássico maior ainda. Estaria para o violão como a gravação de “Chega de saudade”, por João Gilberto, está para a MPB. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro
Carmen Miranda celebra o Rio 29.09.2026 4:59
A marchinha “Primavera no Rio”, de João de Barro, o Braguinha, foi gravada por Carmen Miranda em agosto de 1934 para ser lançada no final de setembro e comemorar a chegada da estação das flores. É um dos hinos do paraíso carioca. Ao fundo, dirigido por Pixinguinha, o conjunto Diabos do Céu. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro
A chegada do amor na voz de Carlos Lyra 22.09.2026 4:57
“Chora tua tristeza” tem interpretação elegante, como Carlos Lyra sabia fazer bem. Mas a composição não é dele, e sim de Oscar Castro Neves e Luvercy Fiorini. Foi lançada em 1960, quando a bossa nova afirmava sua força – ou melhor, sua suavidade. O título assusta, mas não é bem assim. “Saudade vai passar/ E o amor já vai chegar”, promete a letra. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: F...
Suingue e romantismo 15.09.2026 4:59
Miltinho foi ao mesmo tempo o rei do ritmo, capaz de suingar malandro no sambalanço, e ser reconhecido como um cantor sofisticado do samba-canção. “Lembranças”, de Raul Sampaio e Benil Santos, gravado em 1961, é deste segmento. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro
Emilinha Borba ‘escandalosa’ 08.09.2026 5:02
As paradas de sucesso estavam cheias de ritmos latinos quando, em 1947, Emilinha Borba seguiu a onda e gravou a rumba “Escandalosa”, de Moacir Silva e Djalma Esteves. A letra, com "muchachos sabidos” dizendo aos ouvidos de uma mulher “es deliciosa”, era avançada para a época. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro
O baião de Carmélia, Humberto e Sivuca 01.09.2026 5:02
A onda dos ritmos nordestinos estava no auge, em 1951, quando Carmélia Alves, a Rainha do Baião, gravou “Adeus Maria Fulô”, de Sivuca e Humberto Teixeira, também advogado e por isso aclamado como o Doutor do Baião. Na segunda parte da gravação, Carmélia divide o canto com seu marido, Jimmy Lester. O acompanhamento é de Sivuca e seu conjunto. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe...
O edredom em um samba-canção 25.08.2026 4:52
A primeira opção de Herivelto Martins para gravar o seu “Edredom vermelho” era Jamelão, mas o cantor achou que, por suas referências domésticas – além do edredom, fala em quarto, tapete, cama, espelho, criado mudo –, o samba-canção ficaria melhor na voz de uma mulher. Isaurinha Garcia gravou em 1945 e lançou no ano seguinte. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castr
O vozeirão de Agnaldo Rayol 18.08.2026 4:55
Agnaldo Rayol era um jovem cantor-galã da recente televisão brasileira quando gravou, em 1962, o samba-canção “E a vida continua”, de Evaldo Gouveia e Jair Amorim. O cancioneiro da era de ouro do rádio se encontrava com o moderno veículo de comunicação. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro
Tom Jobim por Claudette Soares 11.08.2026 4:53
A carioca Claudette Soares começou a década de 1950 com o título de Princesinha do Baião, dado pelo Rei do Baião, Luiz Gonzaga. No final da década, ela já estava no palco das boates da Zona Sul do Rio cantando o samba-canção moderno que anunciava a bossa nova. “Só saudade”, composta por Tom Jobim e Newton Mendonça em 1955, foi gravada por ela em 1962, com uma voz tremendamente sexy. Apresentação:...
De Bororó para Orlando 04.08.2026 4:14
Foi o compositor Bororó quem apresentou Orlando Silva, office boy entre outras pequenas ocupações, a Francisco Alves, dando início à carreira daquele que viria ser o Cantor das Multidões. Por isso, Orlando ficou enciumado quando, em 1939, Bororó deu “Da cor do pecado” para Silvio Caldas gravar e fazer enorme sucesso. Em 1940, para ficar bem com o apadrinhado, Bororó presenteou Orlando com o choro...
O ‘samba-canção chopiniano’ 28.07.2026 5:02
“Samba em prelúdio”, de Baden Powell e Vinicius de Moraes, tem uma história curiosa. O poeta ficou tão impressionado com a beleza da melodia do parceiro que se recusou de início a fazer a letra – achou que era plágio de Chopin. Só depois da negativa de uma especialista na obra do compositor polonês – a melodia era mesmo de Baden – foi que ele se pôs a trabalhar. Classificou de “samba-canção chopin...
A ‘Palhaçada’ de Dóris Monteiro 21.07.2026 5:02
“Palhaçada”, composição de Luiz Reis e Haroldo Barbosa, surgiu com tanta força em 1961 que recebeu oito gravações naquele mesmo ano. Uma delas foi a de Dóris Monteiro, que estava abraçando o sambalanço. O suingue da interpretação, somado à letra espirituosa, garantiu o sucesso do registro da cantora. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro
O lado cantor de Moacir Franco 03.03.2026 5:01
No início dos anos 1960, Moacir Franco conseguia ser ao mesmo tempo ator cômico (era o mendigo da Praça da Alegria) e cantor de canções românticas. Fazia sucesso nos dois trabalhos. Em 1962, gravou o bolero “Ninguém chora por mim”, de Evaldo Gouveia e Jair Amorim. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro
Dançando na boate 24.02.2026 4:59
O samba de boate – alegre e dançante – é uma das marcas do que foram os chamados anos dourados do Rio de Janeiro nos anos 1950. “Recado”, composto pela dupla Luiz Antônio e Djalma Ferreira, gravada em 1959, representa bem o estilo – uma variação do sambalanço – na voz de Miltinho. Ao fundo, o conjunto Milionários do Ritmo, liderado pelo tecladista Djalma Ferreira, dono e atração da boate Drink, no...
Elizeth em samba-canção clássico 10.02.2026 5:02
O samba-canção “Nossos momentos”, de Haroldo Barbosa e Luiz Reis, gravado por Elizeth Cardoso em 1961, costuma estar nas listas de dez maiores clássicos do gênero. O acompanhamento é apenas de órgão, pilotado por Walter Wanderley, e uma breve aparição da guitarra de Heraldo do Monte. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro
Cauby sempre Cauby 03.02.2026 5:02
O país deixava aos poucos a era do rádio, vivia o auge da bossa nova e, com os roquinhos de Cely Campelo, já se preparava para receber a Jovem Guarda de Roberto Carlos. Cauby Peixoto, cinco anos depois de aparecer com o sucesso “Conceição”, seguia quase indiferente a essas tendências. Em 1961, ele voltou às paradas, romântico como sempre, com o bolero “Ninguém é de ninguém”, de Umberto Silva, Toso...
Samba de ‘gente pobre, gente rica’ 27.01.2026 5:01
Pedro Caetano diz que compôs “É com esse que eu vou” sem maiores pretensões, mas a letra, que junta grupos diferentes, “gente pobre, gente rica”, tem um aceno significativo de confraternização social num momento em que o país acabara de passar pela ditadura de Getúlio Vargas. O samba fez sucesso no carnaval de 1948, gravado pelo grupo Quatro Ases e um Coringa. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Sa...
É o samba-rock, meu irmão 20.01.2026 4:51
“Chiclete com banana”, de Gordurinha e Almira Castilho, gravado por Jackson do Pandeiro em 1959, comenta a invasão de ritmos estrangeiros no Brasil. Em 1958, o namoro do samba com o jazz tinha dado na bossa nova, e antes ainda o rock começava a ganhar suas primeiras gravações em português. A propósito, muitos críticos classificam “Chiclete com banana” como o primeiro samba-rock. Apresentação: Joaq...
Novo sucesso depois de ‘Amélia’ 13.01.2026 5:01
“Atire a primeira pedra” marca, no carnaval de 1944, a volta da dupla Ataulfo Alves e Mário Lago à boca do povo, dois anos depois da consagração com “Ai que saudades da Amélia”. Orlando Silva, o intérprete, ainda dividia o trono de maior cantor brasileiro com Chico Alves, Carlos Galhardo e Silvio Caldas, mas os críticos já identificam em sua voz os problemas trazidos pelo uso de drogas. Apresentaç...
Uma crônica para o samba 23.12.2025 4:54
As letras de Billy Blanco costumam ser uma espécie de crônica, sempre com humor, mas em “Viva meu samba” ele adota o lirismo nacionalista para exaltar a pureza do gênero. Gravada em 1957, foi lançada em 1958, o mesmo ano de um samba nada puro, a bossa nova. Silvio Caldas já não exibe os arroubos da estreia, 28 anos atrás, mas permanece com a voz elegante e aveludada que o consagrou. Apresentação:...
A sofrência de Maysa 16.12.2025 5:01
Maysa gravou “Suas mãos”, de Antônio Maria e Pernambuco, em 1958, recentemente desquitada do industrial paulista André Matarazzo, que não a queria na carreira artística. No samba-canção, Maysa está mais Maysa do que nunca. Sussurra sofrimento – e as letras de Antônio Maria eram perfeitas para isso. E esbanja sensualidade. Estava com 22 anos. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe...
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