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Rádio UFRJ - Ouve Essa

Music PT ↓ 246 episodes

Programa produzido pela Rádio Batuta com a missão de pescar pérolas pouco conhecidas do acervo musical do Instituto Moreira Salles (IMS), voltado principalmente para discos em 78 rotações. A seleção dos fonogramas é do jornalista Joaquim Ferreira dos Santos. O acervo está disponível no site discografiabrasileira.com.br.

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Rádio UFRJ

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Music

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Mar 10, 2026

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Episodes

O bom gosto do “ditador de sucessos” 10.08.2021

Déo era o cantor preferido de Ary Barroso. No início dos anos 1940, estava numa fase tão espetacular que ganhou o apelido de “ditador de sucessos”. Em “Mais cedo ou mais tarde”, de 1945, o cantor se une a outros dois ditadores do bom gosto: o compositor Geraldo Pereira e o conjunto de Benedito Lacerda. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro

Elza Soares exalta o samba 03.08.2021

“O samba está com tudo”, uma das primeiras gravações de Elza Soares, de 1961, é uma brincadeira dos compositores Denis Brean e Oswaldo Guilherme com o twist. E se mostra perfeita para a cantora exibir toda a sua técnica. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro

Lupicínio Rodrigues e seu sofrimento elegante 27.07.2021

O sofrimento amoroso era o tema de Lupicínio Rodrigues e está presente no samba-canção “Vou brigar com ela”, gravado em 1961 pelo seresteiro Carlos José. Chamavam de “dor de cotovelo” ou “fossa”, mas era muito elegante. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro

O Rio no ritmo de Jackson do Pandeiro 20.07.2021

O paraibano Jackson do Pandeiro, conhecido como o Rei do Ritmo, consolidou, com cocos e rojões, a música nordestina no gosto do sul do país. “Xote de Copacabana”, de 1957, olha com bom humor o comportamento avançado da carioca no banho de mar. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro

O samba bem-humorado dos Anjos do Inferno 13.07.2021

“13 de Ouro”, de Herivelto Martins e Marino Pinto, gravado em 1949 pelos Anjos do Inferno, mostra a influência dos conjuntos vocais na maneira de cantar da bossa nova. Meio século depois, João Gilberto incluiria o samba em seu repertório. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro

Ed Lincoln e a bossa dos bailes 06.07.2021

O tecladista Ed Lincoln e seu conjunto botaram a bossa nova para dançar em gravações sacudidas como “Miss Balanço”, de 1962, composição de Helton Menezes. A bossa deixava o ambiente intimista dos apartamentos e boates, onde nasceu, e, descontraída, enchia de alegria os salões dos clubes populares. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro

O humor do caubói paulista Bob Nelson 29.06.2021

O caubói paulista Bob Nelson foi um ídolo nacional com sua versão do faroeste e da música rural americana. “Boi Barnabé”, sucesso em 1946, mostra com bom humor o namoro com a vaca Salomé, que produzia leite já açucarado e misturado com café. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro

O Brasil grande do samba-exaltação 22.06.2021

“Tudo é Brasil” é um bom exemplo do samba-exaltação, o gênero surgido durante o Estado Novo, de Getúlio Vargas, para glorificar um país delirante. O vozeirão de Jorge Goulart era perfeito para realçar o ufanismo. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro

A voz sensua de Norma Bengell 15.06.2021

Norma Bengell já era um escândalo como vedete quando, em 1959, estreou como cantora e revelou uma voz tão sensual quanto a sua presença física no teatro de revista. “Sente”, de Chico Feitosa e Ronaldo Bôscoli, já traz toda a permissão da recém-criada bossa nova para vozes pequenas, mas muito charmosas. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro

Mora na Filosofia 08.06.2021

Os sambas de Monsueto podiam ter intenções sociais ou filosóficas e ficavam perfeitos na interpretação de Marlene, uma cantora de estilo teatral e também interessada nesses temas. Para o carnaval de 1955, Monsueto (em parceria com Arnaldo Passos) e Marlene apresentaram “Mora na filosofia”. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro

O mambo que enchia as pistas de dança 01.06.2021

Waldir Calmon foi o rei do baile dos anos 1950. O mambo “Patrícia”, de Perez Prado, gravado por ele em 1958, enchia a pista aos primeiros acordes. O som da orquestra do pianista ainda ecoa na memória de muitos romances. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro

Nelson Cavaquinho na voz de Blecaute, “um cantor de bossa” 25.05.2021

Blecaute, o general da banda dos sucessos de carnaval, era no resto do ano o que se chamava “um cantor de bossa”, aquele que apostava mais no estilo do que na exuberância vocal. Em “Caridade”, de Ermínio Alves e Nelson Cavaquinho, gravado em 1954, ele mostra por que foi um dos maiores desse estilo. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro

Linda Batista afirmativa interpreta samba-canção de Ary Barroso 18.05.2021

“Risque”, de Ary Barroso, é um samba-canção de rompimento amoroso, mas sem lamúria. A letra respira alívio pelo fim de caso, e a interpretação afirmativa de Linda Batista sublinha que não há o que lamentar. Foi a consagração do estilo noturno de Linda, que já rendera o grande sucesso “Vingança” dois anos antes. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro

Cauby exibe seu estilo em “Molambo” 11.05.2021

Cauby Peixoto foi o mais popular cantor brasileiro da década de 1950. Em “Molambo”, samba canção de Jaime Florence e Augusto Mesquita, gravado em 1956, ele apresenta em três minutos uma síntese de seu estilo exuberante. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro

“Vida de bailarina” mostra a voz de Angela Maria 04.05.2021

O agudo claro e potente de Angela Maria influenciou gerações de cantoras, e Elis Regina sempre se incluiu entre elas. A Sapoti, como foi apelidada por Getúlio Vargas, teve um de seus primeiros sucessos em 1953: o samba-canção “Vida de bailarina”, de Chocolate e Américo Seixas. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe Di Castro

A classe de Anísio Silva, “João Gilberto do povão" 27.04.2021

O baiano Anísio Silva era popular, interpretava guarânias e boleros, mas tinha um jeito macio de cantar que lhe valeu o apelido de “João Gilberto do povão”. Em “Quero beijar-te as mãos”, de Arsênio de Carvalho e Lourival Faissal, um 78 rotações por minuto gravado em 1959 (mesmo ano do primeiro LP do conterrâneo da bossa nova), ele está no auge do sucesso. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos...

Maysa canta a liberdade em “Ouça” 20.04.2021

Maysa foi um escândalo quando surgiu, em 1956. Era linda, tinha voz sensual e, como se não bastasse, pertencia à família Matarazzo, que não a queria na vida plebeia de cantora. Ela gravou “Ouça”, de sua autoria, em 1957. É um clássico do samba-canção. Há críticos que consideram a gravação um marco pioneiro na luta pela emancipação feminina. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos Edição: Filipe...

Cyro Monteiro põe ainda mais bossa no samba de Geraldo Pereira 13.04.2021

Cyro Monteiro era um estilista do samba, cantava macio, com muita bossa. Em “Até hoje não voltou”, gravação de 1946, ele está em ótimas companhias. A composição, uma deliciosa cena carioca, é do bamba Geraldo Pereira, aqui em parceria com J. Portela. Ao fundo, a flauta de Benedito Lacerda. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos. Edição: Filipe Di Catro.

Vicente Celestino sofreu com o seu vozeirão em “Rasguei o teu retrato” 06.04.2021

O estilo de Vicente Celestino, em seu vozeirão de tenor, sempre foi o do romântico dramático. Ele sofreu de um jeito único na música brasileira. A gravação de “Rasguei o teu retrato”, num 78 rotações por minuto de 1935, mostra a intensidade, em altos decibéis, dessa dor. Ao fundo, elegante, a orquestra do arranjador Pixinguinha. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos. Edição: Filipe Di Castro.

“É tão gostoso, seu moço” é samba-canção de letra triste e som alegre 30.03.2021

Nora Ney costuma ser lembrada pela voz grave, o que tornava ainda mais soturnos os clássicos do samba-canção que gravou. Em “É tão gostoso, seu moço”, de Dorival Silva (o Chocolate) e Mário Lago, de 1953, a felicidade amorosa continua difícil de alcançar, mas o clima é outro. Trata-se de um samba-choro, com certo balanço. Não reclama da vida. Toca em frente.  Apresentação: Joaquim Ferreira dos San...

Miltinho reforça o balanço do samba com sua voz 23.03.2021

“Fala, amor”, gravação de 1960, é um dos últimos momentos de Miltinho como crooner dos Milionários do Ritmo, conjunto de boate liderado pelo tecladista Djalma Ferreira. Logo em seguida, ele partiria para a carreira solo e confirmaria sua capacidade de potencializar, com a voz, o balanço do samba. A música é de Luiz Antônio e do próprio Djalma Ferreira, o tecladista que, ao fundo, também dá um show...

Dalva canta as dores de um tango argentino 16.03.2021

Dalva de Oliveira é uma expoente do canto dramático e deixou isso bem registrado na gravação, em 1957, de “Yira, Yira” (ou “Gira, gira” em português), versão de Giuseppe Ghiaroni para composição de Enrique Discépolo. É um tango argentino, gênero perfeito para a cantora lançar seus agudos repletos de afinação e sofrimento. Roteiro: Joaquim Ferreira dos Santos. Edição: Filipe Di Castro.

“Não diga não” mostra Sylvia Telles moderna antes da bossa nova 09.03.2021

O samba-canção “Não diga não”, de Tito Madi e Georges Henri, foi gravado por Sylvia Telles em 1956. Trata-se de um drama amoroso, alguém pedindo para não ser abandonado, mas Sylvia canta contido, o sentimento na medida certa. Ela era ex-namorada de João Gilberto, que dois anos depois reinventaria a música brasileira com a bossa nova. Naquele momento, no entanto, a moderna era Sylvia Telles.  Rotei...

A bossa de Luiz Barbosa em “O que eu sinto por você” 02.03.2021

Luiz Barbosa inventou o samba de breque. A gravação, em 1933, de “O que eu sinto por você”, de sua autoria, é bom exemplo do que sabia fazer. Cantava macio, brincava com as síncopes. O ritmo ele fazia batucando no chapéu de palha. Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos. Edição: Filipe Di Castro.

Samba de Johnny Alf foi prenúncio da bossa nova 23.02.2021

“Rapaz de bem”, de Johnny Alf, é de 1956, dois anos antes de a bossa nova nascer, e funciona como anúncio perfeito da revolução que se aproximava. Gravada pela voz descompromissada do compositor, também ao piano, tem um clima de “ao vivo”, como se Alf estivesse em uma de suas apresentações na boate Plaza, de Copacabana. Costumavam estar na plateia João Gilberto, Tom Jobim e outros fãs. Apresentaçã...

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