John I.

Podcast do Desassossego

Arts PT ↓ 395 Folgen

O «Livro do Desassossego» em lo-fi.(Anteriores 172 episódios encontram-se em desassossego.podomatic.com.)~{Música: «The Road» (Punk Rock Opera, 2018)}

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Autor

John I.

Kategorie

Arts

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13. Jul 2023

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Folgen

214. Outra vez encontrei um trecho meu 24.08.2020

A quem me substituí dentro de mim?

213. Tudo se me evapora 21.08.2020

O que é este intervalo que há entre mim e mim?

212. No que somos e no que queremos 20.08.2020

A Morte nos cerca e nos penetra.

211. O entusiasmo é uma grosseria 19.08.2020

Exteriorizar impressões é mais persuadirmo-nos de que as temos do que termo-las.

210. ESTÉTICA DO DESALENTO [Publicar-se — socialização de si próprio] 18.08.2020

Que ignóbil necessidade!

209. Colaborar, ligar-se, agir 17.08.2020

Que têm os outros com o universo que há em mim?

208. Assim como, quer o saibamos quer não 16.08.2020

Tenho uma moral muito simples — não fazer a ninguém nem mal nem bem.

207. Quantas coisas, que temos por certas ou justas 15.08.2020

Quanto mais medito na capacidade, que temos, de nos enganar, mais se me esvai entre os dedos lassos a areia fina das certezas desfeitas.

206. FLORESTA 14.08.2020

Mas ah, nem a alcova era certa — era a alcova velha da minha infância perdida!

205. Fluido, o abandono do dia 13.08.2020

Tenho nome entre os que tardam, e esse nome é sombra como tudo.

204. Nuvens... Hoje tenho consciência do céu 12.08.2020

Que desassossego se sinto, que desconforto se penso, que inutilidade se quero!

203. Nem se sabe se o que acaba do dia 11.08.2020

E através de tudo, como um silvo de angústia nua, sentirei a minha alma por trás do devaneio — uivo fundo e puro, inútil no escuro do mundo.

202. Atrás dos primeiros menos-calores do estio 10.08.2020

Um dia, no fim do conhecimento das coisas, abrir-se-á a porta do fundo, e tudo o que fomos — lixo de estrelas e de almas — será varrido para fora da casa, para que o que há recomece.

201. Desde antes de manhã cedo 09.08.2020

E eu hei sempre de sentir, como os grandes malditos, que mais vale pensar que viver.

200. A vulgaridade é um lar 08.08.2020

O quotidiano é materno.

199. A doçura de não ter família nem companhia 07.08.2020

Dar demasiada importância ao sonho seria dar demasiada importância, afinal, a uma coisa que se separou de nós próprios, que se ergueu, conforme pôde, em realidade, e que, por isso, perdeu o direito absoluto à nossa delicadeza para com ela.

198. PROSA DE FÉRIAS 06.08.2020

A praia pequena, formando uma baía pequeníssima, excluída do mundo por dois promontórios em miniatura, era, naquelas férias de três dias, o meu retiro de mim mesmo.

197. Sinto o tempo com uma dor enorme 05.08.2020

É sempre com uma comoção exagerada que abandono qualquer coisa.

196. Os sentimentos que mais doem 04.08.2020

É tudo um caos de coisas nenhumas.

195. Há criaturas que sofrem realmente 03.08.2020

Os desastres dos romances são sempre belos, porque não corre sangue autêntico neles, nem apodrecem os mortos nos romances, nem a podridão é podre nos romances.

194. Há um grande cansaço na alma do meu coração 02.08.2020

Entristece-me quem eu nunca fui, e não sei que espécie de saudades é a lembrança que tenho dele.

193. Tenho assistido, incógnito 01.08.2020

Sou uma espécie de carta de jogar, de naipe antigo e incógnito, restando única do baralho perdido.

192. Três dias seguidos de calor sem calma 31.07.2020

A imensidade vazia das coisas, o grande esquecimento que há no céu e na terra...

191. Penso às vezes, com um deleite triste 30.07.2020

Serei compreendido só em efígie, quando a afeição já não compense a quem morreu a só desafeição que teve, quando vivo.

190. Qualquer deslocamento das horas usuais 29.07.2020

Quem tem o hábito de sair do escritório às seis horas, e por acaso saia às cinco, tem desde logo um feriado mental e uma coisa que parece pena de não saber o que fazer de si.

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